sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A agonia de ter tanto, mas tanto a dizer que só o silêncio é capaz de dizê-lo e entende-lo...
A agonia de ter visto tudo, tentado tudo, imaginado tudo,
E não ter vivido...

A certeza de que o tempo emprestado a mim esvai-se rápido agora.
Já reparou como os últimos grãos de areia da ampulheta correm mais rápido?
Pura ilusão, baby! Isso seria a metafísica desejada, não a física criada por Deus.
O tempo sempre corre igualmente para todos, e em todas as ocasiões.
Nossa percepção é turva, porque nós somos turvos, porque escolhemos sermos turvos.
E por sermos assim tortos, o tempo passa e não o percebemos.
Imaginariamente falando, gostamos de pegar nossa própria ampulheta com as mãos e sacudi-la,
Observa-la balançando (uma espécie de revolta com a própria existência das coisas,
Principalmente a revolta da existência do eu),
Mas a ampulheta não foi feita para ser observada, muito menos para ser sacudida!
E ao invés de observarmos tudo o que está ao redor, fitamos os olhos na ampulheta!!!

Espere um minuto...
Não fui eu mesmo quem acabou de falar sobre a agonia de ter visto tudo?...

... Deus! Continuarei sacudindo minha ampulheta!
E sem metafísica!
E sem falsos alentos!
E sem tentativa de aliviar a alma! 
Sacudir! Sacudir!!!
SACUDIIIIIIIR!!!!!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nasci um menino.
Dizem que bonitinho.
Já na pré adolescência era brilhante, dizem...

O que aconteceu?...
Sou um idiota vaidoso.
Minha vaidade é exarcebada.
Minha ganância não tem limites.
Meus votos de felicidades são falsos.
Meu agir com gratidão não passa de mentira.
Minhas palavras de carinho, uma teia pegajosa...
Ócio e ofício são a mesma coisa.
Não foi isso que quis dizer Salomão no livro dos Eclesiastes?
Vaidade, tudo é vaidade...
Teimo em querer fazer alguma coisa que eu goste.
E eu gosto de tantas coisas...
Não de meu ofício.

Que se danem todos os ofícios,
Inclusive os ofícios dos quais gosto.
Aliás, que se danem tudo e todos!
(Salvo pouquíssimas pessoas de bom coração, umas duas que eu conheço...)
Só vejo podridão, e o rir de piadas sem graça.
(Nenhuma piada tem graça.)
E o criar piadas! Deus, acham que criam piadas!
(Pior! Acham-nas engraçadas!)
Misericórdia...

E lá vem "o sorridente"...

sábado, 29 de outubro de 2011

Qualquer bosta

Qualquer bosta vira algo bem cheiroso.
Qualquer passo vira salto-retrocesso.
Qualquer idéia vira verso sem metro.
Qualquer palco vira um espetáculo.
Qualquer dia vira noite na hora certa.
Qualquer noite vira dia na hora errada.
Qualquer vida vira morte na hora incerta.
Qualquer pessoa não vira Fernando em hora alguma.
Maldita
Maldita cerveja quente que insisto em tomar
Sou alcoólatra, será?
Deveria me importar?
Cá estamos dois amigos e uma garota,
A única que tem poder de não nos separar

Pensar...
Pensar antes de amar
                                               (Adriano Borges Caetano)

Bocejou... no pensamento.
Almejou contentamento.
Praticou sem 'star atento.
Derrapou pro acostamento...
Porque quis.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Às vezes tenho a ligeira impressão de que sou um idiota...

Será?...

Logo eu, de quem tanto esperavam sucesso, conquistas, um nome na história,
Em quem tanto investiram, tanto confiaram...

Todos acreditaram em mim, menos eu mesmo.
Pudera! Acreditaram nos seus sonhos, não nos meus!
Então, nem meus nem teus sonhos...

Percebo que eu não sou o único idiota.
Aqui não é meu lugar.
Nenhum lugar é meu lugar porque ninguém tem seu lugar
(Quando busca-se um lugar por fora...).

Houve um tempo em que eu sentia falta de ser admirado.
Pois hoje digo, que se dane a admiração!
Cansei de ser apenas admirado; quero ser amado.
E não aplaudido como o vencedor Nobel de Ciências...

Chega de calmaria e falsos olhares,
Basta de pequenos sorrisos e fúteis palavras:
Retornarei!

Retornarei para o lugar onde nunca estive
Porque assim como eu mudo constantemente,
Os lugares mudam constantemente.

Retornarei para o novo antigo lugar,
Para aquele de onde nunca deveria ter saído,
Para o começo, a nova vida, velha saga, eterna busca,
Para o berço do pensamento dentro de mim.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tempo... Sonhos... Realidade...
O mundo é um grande palco onde dramas e palhaçadas são reais
E sonhamos com a eterna embriaguez saudável,

Como a música da tempestade,
Como a dança dos oceanos,
Como a festa das rãs...

Noite...

Meu desejo é sempre por uma realidade que só existe no sonho:
Quando concretizado, revela-se coisa nenhuma.

Ah, mas antes de concretizá-lo é a soma de todas as coisas, todos os sentimentos,
Todos os mundos, todas as festas, todas as palavras, todos os casinos,
Todas as rodas gigantes de todos os parques no meu coração...

Não concretizar os desejos do meu coração é eufórica felicidade!
Portanto, não quero ser feliz.

Feliz

Por aqui tudo correndo dentro do estresse do Século XXI. E com pitadas de tristeza, solidão (mesmo cercado!) e alegrias passageiras. Planto no pensamento que não sou infeliz, apesar de felicidade ter ido embora junto com meu ideal de uma vida feliz a dois... E assim, cercado porém só, embriagado porém triste e cabeça feita porém não infeliz, sigo fazendo planos de curtíssimo prazo, sonho acordado porque meu sono há muito não traz sonhos, trabalho por medo de atrofiar e não sei se vivo ou se morto existo.

sábado, 22 de outubro de 2011

Olhares que se cruzam distantes,
A névoa cobrindo o monte,
Música boa de ouvir,
Vaidade e a hora de partir...

Vai longe a calma de outrora...
(Já li isso em algum lugar...)

Digo, penso, abro, fico...
Mato, tento, tato, pico...

Palavras...
Só pra não dizer!

Estou vivo. Sobrevivente. Quem disse que é fácil nascer? Quem pediu pra ser? Quem veio me fuder? Quem vai ficar aqui pra dizer? Se todos estamos indo para a morte, por que não sermos menos hipócritas? Quero dizer, qual o objetivo do falso moralismo? Cara, odeio o catolicismo!

Daqui vejo a torre da igreja... Minas Gerais...

Tudo para não dizer que mais uma vez me apaixonei...
Que saco! Como pude? Idiota!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Deus é sabedor de todas as coisas.
Deixar que a Vida assuma o controle é sabedoria.
Aprender a controlar os impulsos pode ser questão de sobrevivência.
Sinceridade é alívio e perigo.
Manter a calma é exercício pesado.
Morrer é descansar do exercício.
Viver é exercer o livre arbítrio.
Admirar é lindo...
Meu sonho fundindo-se com o teu,
Nossas almas tão felizes
Mas sem qualquer crença na felicidade...

E uma lágrima tentou sair
Mas a tristeza é velha amiga:
Há um orgulhar-se de ser triste;
Orgulho e lágrima gladiam...

Por que esta explosão sempre por acontecer?
Cão sacudindo freneticamente de alegria ao ver o dono depois de muito tempo
Recebe um breve toque na cabeça e um "vá deitar"!
Sempre...

Nunca a alegria é completa,
Jamais felicidade foi desinteresseira...

Rapidamente o corpo é decadente.
Rapidamente...

No entanto houve aquele beijo...

E eu quero matar esse sentimento
De querer teu olhar e teu sorriso.

sábado, 15 de outubro de 2011

Senti dor! Eu senti dor!
EU SENTI DOR!
EU SENTI DOR!
iaaaaaahuuuuu!!!
Nem tudo está perdido pra mim,
Pelo menos, não ainda!
Estou feliz!
Puxa, como é bom sentir algo forte!
Respiro aliviado...

Epa, alto lá! Não vá se engrandecendo não!
Quem machucou a mim fui eu mesmo.
Você foi apenas um instrumento.

Positividade

Fui acordado pelo suave carinho do despertador...
Mas é muito azar mesmo: ainda estou vivo!
Diabos!

Coragem, ânimo, você consegue.

Bom, serão só quatro horas de ócio inútil então poderei fazer algo que amenize a dor de estar acordado.
Levante-se! Erguer-se pelo menos meio César!

Precisamos de uma trilha sonora... algo que tenha a tristeza viva na música mas com uma letra alegre, porque quem sabe assim eu me sinta compreendido...
Silvana Stiévano com seu calendário lunar... Ah, agora sim... Até me animou fazer um café... E que seja muito doce. De amarga já chega a vida!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Desenhos

A estética do contorno dos olhos,
Abstração do jeito de agir...
E senta daqui, levanta de lá,
Encosta em mim, mas é só pra dançar.
Faz que não viu, põe-se a cantar,
Entrega palavras-mar-da-incerteza,
Subitamente bela, subitamente alegre,
Subitamente brilhante, subitamente só...
Triste, esconde-se, na noite de estrelas escondidas...
Não diz adeus porque não percebe que fere,
E quando fere, o faz por querer...

Segue os sussuros, segue a ti mesma,
Segue a cor da tua estrada de terra
(Ainda não calcada pelas que vieram antes de ti)
E lança sementes negras nos trigais do mundo colorido
Grita teus saltos, cochila teus espasmos,
Vence o cansaço do beijo
E derrama impulsos vermelhos sobre as camisas brancas dos engravatados.

Alucina com teu lírio-essência as mentes fracas.
E tomara que morram
(Mas não na praia)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lírios Vermelhos

Meu olhar fitava o chão pois não havia céu naquela noite.
Meu coração pesava de vazio, minhas palavras nunca existiram...
Ao redor carros, pessoas, muros, calçada, nem parecia Minas Gerais...
Na mão, o amigo copo; ao meu lado, os inimigos ditos amigos...
E barulho: todos falam ao mesmo tempo, todos os carros cantam ao mesmo tempo.
Falam de quê? Cantam o quê?
Aparentemente nada consistente.
E por que haveriam de falar algo consistente? Não são almas consistentes!
E assim estava eu (que também não sou consistente) perdido entre pensamentos consistentes e pensamentos não consistentes,
Quando na verdade queria mesmo era não pensar...

Os olhos fitos no chão percebem um par de pernas se aproximando...
Os olhos se erguem movidos pelo magnetismo da novidade...
Sim! Eram novas pernas! Um novo vestido! Um novo rosto!
Um novo olhar...
Ai, não, um novo olhar!
Eram os olhos de lírios vermelhos...
Chegou, disse oi, sorriu, e sumiu.
Levou consigo meu coração vazio...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

[sorrio debochando de mim mesmo]

A chuva parou
O calor voltou
Não posso ser feliz

Vida... o que é a vida?

Horas e horas desperdiçadas,
Alma repleta, ações vazias,
Calma temporária, explosões repentinas,
Ouvir disparates, calar a sabedoria,
Enganar as pessoas, oferecer-lhes ajuda,
Enganar o mundo, criar a ONU.

E ser feliz por um pouco de tempo.