A agonia de ter tanto, mas tanto a dizer que só o silêncio é capaz de dizê-lo e entende-lo...
A agonia de ter visto tudo, tentado tudo, imaginado tudo,
E não ter vivido...
A certeza de que o tempo emprestado a mim esvai-se rápido agora.
Já reparou como os últimos grãos de areia da ampulheta correm mais rápido?
Pura ilusão, baby! Isso seria a metafísica desejada, não a física criada por Deus.
O tempo sempre corre igualmente para todos, e em todas as ocasiões.
Nossa percepção é turva, porque nós somos turvos, porque escolhemos sermos turvos.
E por sermos assim tortos, o tempo passa e não o percebemos.
Imaginariamente falando, gostamos de pegar nossa própria ampulheta com as mãos e sacudi-la,
Observa-la balançando (uma espécie de revolta com a própria existência das coisas,
Principalmente a revolta da existência do eu),
Mas a ampulheta não foi feita para ser observada, muito menos para ser sacudida!
E ao invés de observarmos tudo o que está ao redor, fitamos os olhos na ampulheta!!!
Espere um minuto...
Não fui eu mesmo quem acabou de falar sobre a agonia de ter visto tudo?...
... Deus! Continuarei sacudindo minha ampulheta!
E sem metafísica!
E sem falsos alentos!
E sem tentativa de aliviar a alma!
Sacudir! Sacudir!!!
SACUDIIIIIIIR!!!!!!!