segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nasci um menino.
Dizem que bonitinho.
Já na pré adolescência era brilhante, dizem...

O que aconteceu?...
Sou um idiota vaidoso.
Minha vaidade é exarcebada.
Minha ganância não tem limites.
Meus votos de felicidades são falsos.
Meu agir com gratidão não passa de mentira.
Minhas palavras de carinho, uma teia pegajosa...
Ócio e ofício são a mesma coisa.
Não foi isso que quis dizer Salomão no livro dos Eclesiastes?
Vaidade, tudo é vaidade...
Teimo em querer fazer alguma coisa que eu goste.
E eu gosto de tantas coisas...
Não de meu ofício.

Que se danem todos os ofícios,
Inclusive os ofícios dos quais gosto.
Aliás, que se danem tudo e todos!
(Salvo pouquíssimas pessoas de bom coração, umas duas que eu conheço...)
Só vejo podridão, e o rir de piadas sem graça.
(Nenhuma piada tem graça.)
E o criar piadas! Deus, acham que criam piadas!
(Pior! Acham-nas engraçadas!)
Misericórdia...

E lá vem "o sorridente"...