Meu olhar fitava o chão pois não havia céu naquela noite.
Meu coração pesava de vazio, minhas palavras nunca existiram...
Ao redor carros, pessoas, muros, calçada, nem parecia Minas Gerais...
Na mão, o amigo copo; ao meu lado, os inimigos ditos amigos...
E barulho: todos falam ao mesmo tempo, todos os carros cantam ao mesmo tempo.
Falam de quê? Cantam o quê?
Aparentemente nada consistente.
E por que haveriam de falar algo consistente? Não são almas consistentes!
E assim estava eu (que também não sou consistente) perdido entre pensamentos consistentes e pensamentos não consistentes,
Quando na verdade queria mesmo era não pensar...
Os olhos fitos no chão percebem um par de pernas se aproximando...
Os olhos se erguem movidos pelo magnetismo da novidade...
Sim! Eram novas pernas! Um novo vestido! Um novo rosto!
Um novo olhar...
Ai, não, um novo olhar!
Eram os olhos de lírios vermelhos...
Chegou, disse oi, sorriu, e sumiu.
Levou consigo meu coração vazio...
depois diz que só escreve bosta.. tão lindo esse texto..
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