sábado, 8 de setembro de 2012

O vazio está cheio de nada,
E ainda há luz na madrugada...
Tornei-me fútil como uma mulher só linda
(Salvo o fato de eu não ser lindo)
E desagradável como o bêbado inconveniente
Que fala o que todos querem esquecer
(Salvo o fato de eu ser bêbado a falar o que ninguém quer ouvir)...
Loneliness is not such a bad place to be
But silence broken by the woman who loves you is even better.

Where is she?
Why is she taking so long?
Sure she won't make it...
Perhaps it's because I left the front door open
But - silly - forgot to unlock the gate...
O acúmulo de tarefas por concluir,
Se não no ofício, ao menos na alma
(E certamante na alma!),
São expectativas contraditórias:
Infinitamente extende-se o abismo entre saber o que fazer e fazê-lo...

Comparo tal extensão ao acordar bem num dia
E no seguinte não haver saída...

Aquele homem foi para sua casa cambaleando
E eu, em linha reta como um míssel.
Cada um carregando sua escravidão
Como uma espécie de condecoração...

São legiões sutis no pensamento
Moendo todos os corações...

Mas este era para ser um poema alegre...
O que houve com o rumo dos versos?...
Estava te atrapalhando?
Hum...
Deixei-te.

Agora é nuvens brancas no céu azul de minas...

Não me atrapalhes tu!!!

Correr de encontro a chifres de bode,
Voar contra o vento
Ao som de Hendrix...

Deixa-me sozinho
(Que eu nunca estou sozinho)...

Ah... assim a vida é melhor...
Pois já se trabalha tanto
E ainda vive-se tão pouco
Que é melhor estar assim,
Eterno descanso temporário
Enquanto não tarda o fim...

Quanto se passa entre um olhar e outro,
Entre uma canção e outra,
Entre uma suposição e outra,
Entre uma vaidade e outra...
Alta música, quase mais que eu...
Para que vozes sejam caladas,
Para espelhar o volume da alma,
Para adereçar a negrura do coração...

Pedido de desculpa negado em face da falta
De arrependimento.
Here we are
Sunday afternoon
Haed aches
Voices in my head
Me killing me self
Very sensible!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Intermédio

Faço de tudo o que sou uma matéria escura
De tudo o que disse um desperdício de vida
De tudo o que fiz um ruído sem ritmo nas estradas do mundo
Tão sinuosas quanto a própria "ciência",
Tão solitárias quanto a ânsia da impossibilidade de estar só.

Não há beleza na solidão.

Há verde e azul e vermelho e lírios
E a falta de juventude dos afluentes da estagnação,
Relutância em admitir que não sou feliz
Pois só se pode ser feliz quando faz-se o outro sorrir.

Perecer é continuar existindo um existir sem vida por dentro da medula.
Coração falha mas não para, boca consome mas não sacia.

A vida na sociedade é fútil e elogiada,
Mas a vida na Vida é fonte inesgotável que admiro,
De longe, calado, fraco e explosivo.

Todos os sonhos se concretizaram
Todo o mistério estátua de sal...

Volta e deixa teus olhos aliviarem-se nos meus,
Ainda que por pouco de tempo...